Como Financiar 90% do Seu Imóvel: Guia Completo e Bancos Recomendados

Atualizado em 3 de Julho 2026
Como Financiar 90% do Seu Imóvel: Guia Completo e Bancos Recomendados
Descubra qual banco financia 90% do imóvel e conheça opções de financiamento até 90% com dicas para aumentar suas chances de aprovação.

Financiar 90% do valor de um imóvel pode ser o empurrão que falta para sair do aluguel sem precisar esperar anos juntando entrada. Na prática, isso significa pagar uma parcela maior por mais tempo, passar por uma análise de crédito mais criteriosa e escolher bem o tipo de financiamento e a instituição. Neste guia, você vai entender como financiar 90% do imóvel, quais bancos costumam operar com esse patamar e o que realmente aumenta suas chances de aprovação.

Ao longo do texto, também vamos esclarecer um ponto que confunde muita gente: muita busca começa com “como hipotecar uma casa”, mas o que os bancos oferecem no Brasil hoje costuma ser financiamento com alienação fiduciária ou empréstimo com garantia de imóvel (home equity) — não a hipoteca tradicional.

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“Como hipotecar uma casa”: o que esse termo significa hoje no Brasil

Se você pesquisou como hipotecar uma casa no banco, faz sentido: “hipoteca” virou sinônimo popular de crédito com imóvel como garantia. Só que, tecnicamente, o produto mudou.

Na hipoteca (modelo mais antigo), o imóvel fica no nome do comprador e é dado como garantia. Em caso de inadimplência, o credor precisa executar judicialmente para tomar o bem, o que tende a ser mais lento e custoso. Por isso, o mercado migrou para um formato mais eficiente.

No financiamento imobiliário moderno, o mais comum é a alienação fiduciária. Nela, o imóvel fica em nome do comprador para uso e posse, mas a propriedade “de fato” fica vinculada ao banco até a quitação. Se houver inadimplência, o processo de retomada costuma ser mais rápido do que na hipoteca, o que reduz risco para o banco e ajuda a sustentar taxas de juros imobiliário mais competitivas. Para entender melhor as opções de crédito disponíveis, vale checar materiais sobre Financiamento Imobiliário.

Já o empréstimo com garantia de imóvel, também conhecido como home equity, é outra coisa: aqui você normalmente já tem um imóvel quitado (ou com boa parte quitada), dá esse bem como garantia e recebe um crédito para qualquer finalidade — reforma, quitar dívidas mais caras, capital para negócio, organizar a vida financeira. Ele não serve para “comprar o imóvel” em si, e sim para levantar dinheiro usando o imóvel como alavanca.

Essa diferença importa porque “financiar 90% do imóvel” quase sempre é conversa de financiamento imobiliário (compra), e não de home equity (empréstimo com garantia). E entender isso evita perder tempo comparando produtos que não resolvem o seu objetivo.

O que significa financiar 90% do imóvel (e por que nem sempre é simples)

Financiar 90% quer dizer que sua entrada será de 10% do valor do imóvel (ou do valor de avaliação aceito pelo banco, o que for menor). Parece pouco, mas o banco enxerga um risco maior: se você parar de pagar, há menos “gordura” entre o saldo da dívida e o valor do bem.

Por isso, nem todo imóvel e nem todo perfil passam. Em geral, os bancos e agentes financeiros avaliam três coisas ao mesmo tempo: capacidade de pagamento, qualidade do imóvel e risco da operação. Uma renda compatível, histórico de crédito bem cuidado e documentação redonda contam muito.

Outro ponto prático: o “90%” pode variar conforme o tipo de imóvel (novo/usado), localização, valor, relacionamento com o banco, linha de crédito e até o sistema de amortização (SAC ou Price). Em alguns casos, o banco até anuncia um percentual alto, mas na aprovação final o limite pode cair por causa da avaliação do imóvel ou da composição de renda. Se você quer entender alternativas quando a entrada é pequena, há guias práticos sobre como financiar sem entrada que explicam pontos importantes sobre avaliação e custos extras.

Bancos que financiam até 90% do imóvel: quem costuma oferecer e como comparar

Na busca por bancos que financiam até 90% do imóvel, vale pensar menos em “qual é o melhor banco” e mais em “qual banco encaixa melhor no meu cenário”. Taxa não é tudo: prazo, custo total, seguros, tarifas, exigências e flexibilidade de negociação mudam bastante.

De modo geral, quem costuma aparecer com mais frequência nesse tipo de operação:

Caixa Econômica Federal costuma ser uma das primeiras opções lembradas por volume de crédito imobiliário e variedade de linhas. Muita gente procura por como funciona empréstimo com garantia de imóvel Caixa, mas, para compra do imóvel com alto percentual financiado, a conversa é mais sobre financiamento imobiliário com alienação fiduciária. A Caixa tende a ter processos bem estruturados, mas exige documentação impecável e análise técnica do imóvel — inclusive com novas regras Caixa que impactaram produtos para a classe média.

Banco do Brasil também atua forte em financiamento imobiliário, inclusive com possibilidade de percentuais altos em determinados perfis e convênios. O relacionamento bancário e a consistência de renda costumam pesar na negociação.

Itaú, Bradesco e Santander aparecem bastante em financiamentos, com condições que variam conforme perfil, tipo de imóvel e vínculo com o banco. Em alguns casos, o que faz diferença é concentrar renda, ter bom histórico e negociar pacote de produtos (o que pode ou não valer a pena, dependendo do custo total).

Bancos digitais e financeiras podem ter alternativas, principalmente em linhas de crédito com garantia (home equity) ou parcerias para financiamento. Aqui o cuidado deve ser redobrado com CET (Custo Efetivo Total) e exigências do contrato.

Se a sua meta é financiar ao máximo, vale saber que há casos e produtos que chegam a financiar valores ainda maiores — inclusive propostas de financiar 100% do imóvel em situações específicas, geralmente com critérios e limitações próprias.

Como a Comparabem trabalha com comparação de produtos financeiros e seguros, a lógica que ajuda é: comparar sempre com base no CET, não só na taxa anunciada. A taxa é o “começo da conversa”; o CET mostra a conta de verdade, incluindo seguros e custos obrigatórios.

Como financiar 90% do imóvel: caminho prático do início à aprovação

A ideia de “financiar 90%” parece uma etapa só, mas na prática é uma sequência. E cada fase tem detalhes que derrubam muita proposta por motivos evitáveis.

1) Simule com a sua realidade (não com o valor dos sonhos)

Comece estimando quanto você consegue pagar por mês sem sufoco. Bancos costumam limitar a prestação a uma parte da renda, e esse limite muda conforme a política de crédito e seu perfil. Se você já chega na simulação no teto, qualquer variação de taxa, seguro ou correção pode tornar a prestação inviável.

Aqui vale uma atitude simples: simule com uma prestação um pouco abaixo do máximo que você “acha” que dá. Isso cria espaço para custos que só aparecem depois, como seguros mais caros para determinados perfis e imóveis.

2) Organize entrada e custos que não entram no financiamento

Mesmo financiando 90%, você vai lidar com despesas de compra que não entram (ou raramente entram) no contrato. Escritura e registro, ITBI (quando aplicável), avaliação do imóvel, custos cartorários e eventuais reformas iniciais podem pesar.

Se a sua entrada está contada no centavo, esse é o tipo de detalhe que faz o processo travar no meio. Reservar uma folga financeira reduz stress e evita decisões ruins, como pegar empréstimo caro de última hora. Para quem busca alternativas quando não há entrada suficiente, há materiais passo a passo sobre como financiar sem entrada que ajudam a planejar esses custos.

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3) Faça a análise de crédito e a análise do imóvel em paralelo

A aprovação não depende só do seu CPF. O imóvel precisa ser “financiável”: documentação regular, matrícula sem surpresas, ausência de pendências que impeçam registro da garantia, conformidade com regras do banco e valor de avaliação coerente.

Muita gente se frustra porque negocia um imóvel com preço acima do mercado e descobre que o banco avaliou por menos. Se o banco avalia abaixo, o percentual financiado incide sobre a avaliação — e sua entrada aumenta automaticamente.

4) Entenda o contrato: sistema de amortização e seguros

SAC e Price mudam o desenho das parcelas ao longo do tempo. Na SAC, as parcelas costumam começar mais altas e cair; na Price, tendem a ser mais estáveis no início, mas com maior peso de juros no começo do contrato.

Não existe “melhor” universal. O melhor é o que cabe no seu orçamento hoje e segue cabendo com segurança nos próximos anos. Seguros (MIP e DFI) também impactam o custo mensal e variam com idade, valor e políticas do banco.

Documentação e requisitos: o que mais pesa para financiar alto

Quer financiar 90%? Então o banco precisa confiar bastante em você e no imóvel. Isso passa por documentação clara e por um perfil financeiro coerente.

Os documentos podem variar por instituição, mas normalmente você vai precisar de:

  • documentos pessoais e comprovantes de estado civil;
  • comprovantes de renda e extratos (holerite, IR, pró-labore, movimentação);
  • comprovante de residência;
  • documentação do imóvel (matrícula atualizada, certidões, IPTU, dados do vendedor);
  • certidões e validações exigidas pelo banco.

Um ponto que muita gente descobre tarde: informalidade de renda atrapalha mais do que parece. Se você é autônomo, MEI ou empresário, dá para financiar, mas costuma exigir organização: declaração de IR bem feita, movimentação compatível, pró-labore coerente, e separação do que é gasto pessoal e do que é fluxo do negócio.

Dicas que aumentam suas chances de aprovação (sem “truques”)

A pergunta qual o melhor banco para empréstimo com garantia de imóvel? aparece bastante, mas para financiar 90% o jogo é outro: é sobre encaixe de perfil e previsibilidade. Algumas atitudes têm efeito real e são mais simples do que parecem.

Ter o nome limpo ajuda, mas o que faz diferença mesmo é mostrar estabilidade. Atualizar cadastro, manter contas em dia e reduzir “picos” de endividamento melhora seu risco. Se você tem cartão estourado e limite sempre usado, o banco lê isso como aperto mensal.

Outro caminho é reduzir compromissos antes de pedir crédito. Quitar um parcelamento caro, diminuir uso do cheque especial e reorganizar dívidas pode aumentar sua capacidade de pagamento e até abrir espaço para um percentual maior financiado.

Compor renda também costuma ser decisivo. Se você vai comprar em casal ou com familiar, incluir um coobrigado com renda comprovada e bom histórico pode melhorar a aprovação. Só não vale fazer isso no improviso: a pessoa entra no contrato com responsabilidade real.

E tem o fator “imóvel certo”. Um imóvel com documentação redonda, em região com liquidez e padrão construtivo bem aceito tende a passar melhor na avaliação do banco. Se a sua estratégia é financiar alto, escolher um imóvel difícil de avaliar ou com irregularidades é pedir para o banco reduzir o percentual ou negar.

Dá para financiar imóvel sendo negativado?

A dúvida é comum: é possível financiar imóvel para negativado? Na prática, é bem difícil. A maioria dos bancos exige ausência de restrições relevantes e histórico de pagamento confiável. Existem exceções pontuais, mas geralmente vêm com condições mais duras, entrada maior ou negativa direta na análise.

Se você está negativado, o caminho mais inteligente costuma ser resolver isso antes e, se fizer sentido, organizar as dívidas com um produto adequado. Em alguns casos, o home equity (empréstimo com garantia de imóvel) pode ser uma opção para trocar dívidas caras por juros menores — mas somente se você já tiver um imóvel com margem e se a nova parcela ficar confortável. Não é solução mágica; é ferramenta.

Onde a comparação ajuda a economizar de verdade

Dois financiamentos com a “mesma taxa” podem ter custos finais bem diferentes por causa de seguros, tarifas e estrutura do contrato. Por isso, comparar propostas com calma evita pagar caro sem perceber.

Na Comparabem, a ideia é justamente dar transparência para você comparar produtos financeiros e seguros com dados objetivos. Para financiamento imobiliário, o raciocínio é o mesmo: coloque lado a lado o que muda o seu bolso no dia a dia (parcela inicial, evolução das parcelas, seguros) e o que muda o custo total (CET, taxas e condições). Se quiser explorar mais sobre as opções de crédito residencial antes de fechar, consulte conteúdos sobre Financiamento Imobiliário para orientações práticas.

Um financiamento alto pode funcionar muito bem — com o plano certo

Financiar 90% do imóvel é possível, e para muita gente é o que torna a compra viável agora, sem esperar uma entrada enorme. O segredo está em alinhar expectativa e realidade: entender que “hipoteca” virou um termo popular, mas que o mercado opera com alienação fiduciária no financiamento e com home equity no empréstimo com garantia.

Com um bom planejamento de entrada e custos, documentação organizada, escolha criteriosa do imóvel e comparação de propostas pelo custo total, você aumenta bastante suas chances de aprovação e reduz o risco de se comprometer além do que faz sentido. O imóvel pode ser uma conquista tranquila — desde que o financiamento caiba na sua vida, não só no papel.

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